por Rodolfo Alves
Está para aparecer uma comédia romântica que consiga fugir do clichê de uma troca de noivos a beira do altar. O Marido por Acaso já começa, portanto, dando a entender (além da previsibilidade habitual) que a mocinha da história está fadada a aprender uma lição (no cinema o único amor que vale é a paixão arrebatadora).
Emma Lloyd é uma especialista em relacionamentos que dá conselhos amorosos em um programa de rádio para mulheres que sonham com príncipes encantados. Do outro lado da linha, Sofia (Justina Machado), com muito pesar, aceita o conselho e decide encerrar seu noivado com o bombeiro Patrick (Jeffrey Dean Morgan). Vale lembrar Sofia (Justina Machado) mal falou no filme, dizendo apenas meia dúzia de palavras, nem mesmo foi citada com freqüência.
Com a ajuda de um hacker adolescente (outro clichê), o bombeiro se vinga, e registra na rede de documentos de Nova York que Emma é sua esposa. A radialista de casamento marcado com o editor de seu livro de auto-ajuda, Richard (Colin Firth), e fica atônita quando descobre, na boca do cartório, que já consta um matrimônio na sua ficha. Emma vai atrás de Patrick para resolver o caso, onde claro rola aquele clima, e daí por diante... O fato de Colin Firth ser o corno oficial das comédias românticas só aumenta a previsibilidade.
Marido por Acaso trabalha com todos os padrões de tom e roteiro de uma comédia romântica. Com senas obrigatórias como, sair no temporal sem guarda-chuva... Talvez a única diferença seja o fato da radialista e o bombeiro não se casar, mesmo assim ela fica grávida aos 47 do segundo tempo.
A quem diga que o que salva Marido por Acaso do é o casting.
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